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112 termos
Glossário
Os termos de teoria musical que aparecem nas lições e nas ferramentas, explicados em uma ou duas frases.
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Termos gerais
11- Acidente
- Um sustenido (#), bemol (b) ou bequadro que altera uma nota em meio tom além do que a armadura de clave já define.
- Campo harmônico
- O conjunto dos sete acordes formados empilhando terças sobre cada grau da escala de um tom - a "paleta" de acordes que pertencem naturalmente a esse tom.
- Capotraste
- Um acessório que prende todas as cordas numa casa do braço, encurtando-o e transpondo tudo que é tocado acima dele para um tom mais agudo, sem mudar as digitações.
- Condução de vozes
- O movimento de cada nota individual (voz) de um acorde para o próximo - quanto menor a distância total percorrida pelas vozes, mais suave a transição soa.
- Grau
- A posição de uma nota ou acorde dentro de uma escala ou tom, numerada de 1 a 7 (ou em algarismo romano para acordes: I, ii, iii...). O grau 1 é a tônica.
- Nota comum
- Uma nota compartilhada por dois acordes vizinhos - quanto mais notas em comum, mais suave (e menos surpreendente) é a troca entre eles.
- Pestana
- Duas coisas com o mesmo nome. Na peça do violão, é a tira de osso no fim do braço, perto das tarraxas, onde as cordas se apoiam antes de correr sobre os trastes. Na técnica, é o dedo indicador deitado sobre várias cordas na mesma casa: ele faz o papel de uma pestana nova e deixa a forma do acorde livre para mudar de lugar. Com o dedo em só duas ou três cordas, chama-se meia-pestana.
- Sensível
- A 7ª nota (grau 7) de um tom maior ou de uma escala menor harmônica - fica a um meio tom da tônica e puxa fortemente para ela.
- Substituição de trítono
- Trocar um acorde com sétima (dominante) por outro cuja fundamental fica a um trítono de distância - os dois compartilham a mesma 3ª e 7ª, só com os papéis invertidos, então resolvem igualmente bem, mas com um baixo cromático descendente.
- Tom
- A tônica mais o modo (maior ou menor) que organiza uma peça - ex.: Ré maior. Define quais notas e acordes soam "de dentro" (diatônicos) e quais soam emprestados ou cromáticos.
- Tríade
- Um acorde de três notas - fundamental, terça e quinta - empilhadas em intervalos de terça.
Cadências
7- Cadência autêntica
- V-I (ou V7-I): o grau V resolvendo na tônica. A cadência mais conclusiva da harmonia tonal - a sensível (3ª de V) puxa por meio tom até a tônica.
- Cadência de dominante secundário (autêntica)
- V7/x-x: um dominante secundário resolvendo, com sensível própria, no grau x que ele tonicizou (ex.: V7/ii-ii). Empresta por um instante a força da cadência autêntica para confirmar um grau que não é a tônica do tom.
- Cadência de dominante secundário (de engano)
- V7/x-y: a mesma tonicização de um dominante secundário, mas resolvendo de forma enganosa - num grau diferente daquele que ele tonicizou.
- Cadência de engano
- V-vi (ou V7-vi): a dominante resolve no relativo do tom (vi) em vez da tônica esperada. Adia o fechamento da frase em vez de concluí-la.
- Cadência modal
- bVII-I: o movimento de fechamento típico da harmonia modal (mixolídia, por exemplo), sem a sensível de meio tom que a cadência autêntica usa.
- Cadência plagal
- IV-I: o grau IV resolvendo direto na tônica, sem passar pela dominante e sem sensível. Menos conclusiva que a autêntica - é o "amém" cantado ao fim de um hino.
- Meia cadência
- Qualquer grau chegando em V (o caso mais comum é IV-V): termina em aberto, na própria dominante, como uma vírgula em vez de um ponto final.
Função dos acordes
13- Diatônico
- Um acorde formado só com notas do campo harmônico do tom, sem alterações cromáticas nem empréstimos - o oposto de um dominante secundário ou um acorde emprestado.
- Diminuto de passagem
- Um acorde diminuto cromático (por exemplo #idim entre I e ii) que liga dois graus diatônicos por movimento de meio tom nas vozes - sem função harmônica própria, só passagem.
- Dominante secundário
- Um V (ou V7) emprestado por um instante para tonicizar um grau que não é a tônica (ex.: V7/ii é o V do ii), antes de a harmonia voltar ao tom original.
- Função dominante
- O grau de maior tensão do tom (V, e também viiº): contém a sensível, a nota que puxa por meio tom até a tônica.
- Função subdominante
- O grau de afastamento e preparação (IV, e também ii): cria expectativa de movimento, sem a tensão forte da dominante.
- Função tônica
- O grau de repouso do tom (I, e também iii e vi, que compartilham duas notas com I): para onde a harmonia tende a resolver.
- Subdominante menor
- Um iv (ou iiø) emprestado do modo menor paralelo dentro de um tom maior - a mesma função de afastamento da subdominante, com uma cor mais escura.
- Substituto de trítono
- Um acorde dominante com sétima no lugar de outro cuja fundamental fica a um trítono de distância (Db7 no lugar do G7, o bII7): os dois dividem a 3ª e a 7ª, com os papéis trocados, e a fundamental desce meio tom até o acorde de destino.
- V do ii
- O dominante secundário que resolve no grau ii, tratando-o brevemente como se fosse a tônica de seu próprio tom.
- V do iii
- O dominante secundário que resolve no grau iii, tratando-o brevemente como se fosse a tônica de seu próprio tom.
- V do IV
- O dominante secundário que resolve no grau IV, tratando-o brevemente como se fosse a tônica de seu próprio tom.
- V do V
- O dominante do dominante: a tonicização de curta duração mais comum, prepara o V do tom com ainda mais força antes da cadência final.
- V do vi
- O dominante secundário que resolve no grau vi, tratando-o brevemente como se fosse a tônica de seu próprio tom.
Qualidade dos acordes
19- Acorde aumentado
- Tríade com 3ª maior e 5ª aumentada (duas terças maiores empilhadas) - soa ambígua, sem uma quinta justa de referência (ex.: Daug = D-F#-A#).
- Acorde com sétima (dominante)
- Tríade maior mais a 7ª menor (ex.: D7 = D-F#-A-C) - contém o trítono 3ª-7ª que empurra a resolução para a tônica.
- Acorde diminuto
- Tríade com 3ª menor e 5ª diminuta (duas terças menores empilhadas) - soa tensa e instável (ex.: Ddim = D-F-Ab).
- Acorde maior
- Tríade com 3ª maior e 5ª justa sobre a fundamental (ex.: D = D-F#-A).
- Acorde menor
- Tríade com 3ª menor e 5ª justa sobre a fundamental (ex.: Dm = D-F-A).
- Com nona (dominante)
- Um acorde com sétima (dominante) mais a 9ª - mantém a tensão do trítono da 3ª/7ª e acrescenta cor.
- Diminuto com sétima diminuta
- Tríade diminuta mais a 7ª diminuta, que divide a oitava em quatro terças menores iguais (ex.: D°7 = D-F-Ab-Cb).
- Dominante com sétima e quarta suspensa (7sus4)
- Um sus4 mais a 7ª menor: a sétima do acorde dominante, sem a terça que formaria o trítono com ela (ex.: D7sus4 = D-G-A-C).
- Maior com nona
- Um acorde maior(7) mais a 9ª (a 2ª uma oitava acima) - cor suave, sem a tensão de um acorde dominante.
- Maior com nona adicionada (add9)
- Tríade maior mais a 9ª, sem a 7ª entre elas. Por isso se escreve add9, e não 9 (ex.: Dadd9 = D-F#-A-E).
- Maior com sétima maior
- Tríade maior mais a 7ª maior (ex.: Dmaj7 = D-F#-A-C#) - sonoridade estável e "aberta", comum em tônicas.
- Maior com sexta (6)
- Tríade maior mais a 6ª maior sobre a fundamental (ex.: D6 = D-F#-A-B).
- Meio-diminuto
- Tríade diminuta mais a 7ª menor, m7(b5) (ex.: Dm7b5 = D-F-Ab-C) - o viiø7 do campo maior, uma dominante fraca por não ter sensível conclusiva.
- Menor com sétima
- Tríade menor mais a 7ª menor (ex.: Dm7 = D-F-A-C).
- Menor com sexta (m6)
- Tríade menor mais a 6ª maior sobre a fundamental (ex.: Dm6 = D-F-A-B).
- Power chord (5)
- Só a fundamental e a 5ª justa, sem terça: nem maior nem menor (ex.: D5 = D-A).
- Suspenso com quarta (sus4)
- Tríade em que a 4ª justa ocupa o lugar da 3ª, com a 5ª justa mantida. Sem terça, o acorde não é maior nem menor (ex.: Dsus4 = D-G-A).
- Suspenso com segunda (sus2)
- Tríade em que a 2ª maior ocupa o lugar da 3ª, com a 5ª justa mantida. Sem terça, o acorde não é maior nem menor (ex.: Dsus2 = D-E-A).
Escalas
10- Escala maior
- Padrão de tons e semitons T-T-st-T-T-T-st a partir da tônica - a escala de referência de toda a harmonia funcional ocidental.
- Escala menor harmônica
- A menor natural com a 7ª elevada (sensível), criando um intervalo de segunda aumentada entre o 6º e o 7º graus - usada para formar o V maior/V7 dentro de um tom menor.
- Escala menor natural
- Padrão T-st-T-T-st-T-T a partir da tônica - as mesmas sete notas da relativa maior, começando no 6º grau dela.
- Escala pentatônica maior
- A escala maior sem o 4º e o 7º graus (as duas notas que formam semitom com a vizinha) - cinco notas, sem dissonâncias diretas entre si.
- Escala pentatônica menor
- A escala menor natural sem o 2º e o 6º graus - a base da maioria dos licks e riffs de blues e rock no violão.
- Modo dórico
- Escala menor com a 6ª maior (natural) em vez da 6ª menor da eólia - sonoridade menor, porém mais clara que a menor natural.
- Modo frígio
- Escala menor com a 2ª menor (b2) logo acima da tônica - o traço mais sombrio entre os modos menores.
- Modo lídio
- Escala maior com a 4ª aumentada (#4) em vez da 4ª justa - sonoridade maior, porém suspensa.
- Modo lócrio
- O único modo com a 5ª diminuta (b5) sobre a tônica - instável, quase nunca usado como centro tonal estável.
- Modo mixolídio
- Escala maior com a 7ª menor (b7) em vez da 7ª maior - a mesma sonoridade de um acorde dominante(7) estendida em escala.
Modos
7- Modo dórico
- Escala menor com a 6ª maior (natural) em vez da 6ª menor da eólia - sonoridade menor, porém mais clara que a menor natural.
- Modo eólio
- A escala menor natural (grau vi do campo maior): 3ª, 6ª e 7ª menores.
- Modo frígio
- Escala menor com a 2ª menor (b2) logo acima da tônica - o traço mais sombrio entre os modos menores.
- Modo jônio
- O modo que corresponde à escala maior (grau I do campo maior). A 7ª maior natural o distingue do mixolídio, que tem 7ª menor.
- Modo lídio
- Escala maior com a 4ª aumentada (#4) em vez da 4ª justa - sonoridade maior, porém suspensa.
- Modo lócrio
- O único modo com a 5ª diminuta (b5) sobre a tônica - instável, quase nunca usado como centro tonal estável.
- Modo mixolídio
- Escala maior com a 7ª menor (b7) em vez da 7ª maior - a mesma sonoridade de um acorde dominante(7) estendida em escala.
Intervalos
14- Oitava justa
- 12 meios tons - a mesma nota numa altura mais aguda ou mais grave.
- Quarta aumentada (trítono)
- 6 meios tons - divide a oitava exatamente ao meio. Enarmonicamente idêntica à quinta diminuta (d5); é a tensão que empurra a dominante para a tônica.
- Quinta diminuta (trítono)
- 6 meios tons - a mesma distância sonora da quarta aumentada (A4), com outra grafia; aparece em acordes diminutos e meio-diminutos.
- Quinta justa
- 7 meios tons - o intervalo mais estável depois da oitava, base da maioria das tríades e de um acorde "de quinta" (power chord).
- Segunda maior
- 2 meios tons (1 tom inteiro) - a distância entre a maioria dos graus vizinhos de uma escala maior.
- Segunda menor
- 1 meio tom - o menor intervalo do sistema temperado, a distância de uma casa no braço.
- Sétima maior
- 11 meios tons - a sétima de um acorde maior(7), a apenas um meio tom da oitava.
- Sétima menor
- 10 meios tons - empilhada sobre a tríade, dá a um acorde dominante(7) ou menor(7) sua cor característica.
- Terça maior
- 4 meios tons - empilhada sobre a fundamental, define a sonoridade maior de um acorde.
- Terça menor
- 3 meios tons - empilhada sobre a fundamental, define a sonoridade menor de um acorde.
- Uníssono
- 0 meios tons: a mesma nota, ou duas cordas afinadas na mesma altura.
Papel da nota no acorde
7- Décima primeira
- A 4ª uma oitava acima da fundamental, tensão além da nona.
- Décima terceira
- A 6ª uma oitava acima da fundamental, a tensão mais distante antes de a série de terças se repetir.
- Fundamental
- A nota que dá nome ao acorde - a base sobre a qual as terças são empilhadas.
- Nona
- A 2ª uma oitava acima da fundamental, empilhada como tensão além da sétima.
- Quinta
- Normalmente justa; junto com a fundamental e a terça, completa a tríade.
- Sétima
- A quarta nota empilhada em terças - dá cor e movimento ao acorde (maior, menor ou dominante).
Cadências (treino de ouvido)
15- Cadência autêntica
- V-I (ou V7-I): o grau V resolvendo na tônica. A cadência mais conclusiva da harmonia tonal - a sensível (3ª de V) puxa por meio tom até a tônica.
- Cadência autêntica com substituto de trítono
- bII7-I: troca o V7 por um acorde dominante a um trítono de distância, que compartilha as mesmas duas notas de tensão (3ª e 7ª, com os papéis trocados) - resolve por movimento cromático descendente até a tônica.
- Cadência autêntica com v menor
- v-i: a dominante do tom menor natural, sem a sensível elevada - menos conclusiva que V-i, porque falta o meio tom que puxa até a tônica.
- Cadência autêntica com V7 (menor harmônica)
- V7-i: a dominante do tom menor com a sensível elevada da escala menor harmônica - recupera a força conclusiva da cadência autêntica maior dentro de um tom menor.
- Cadência de dominante secundário (autêntica)
- V7/x-x: um dominante secundário resolvendo, com sensível própria, no grau x que ele tonicizou (ex.: V7/ii-ii). Empresta por um instante a força da cadência autêntica para confirmar um grau que não é a tônica do tom.
- Cadência de dominante secundário (de engano)
- V7/x-y: a mesma tonicização de um dominante secundário, mas resolvendo de forma enganosa - num grau diferente daquele que ele tonicizou.
- Cadência de engano
- V-vi (ou V7-vi): a dominante resolve no relativo do tom (vi) em vez da tônica esperada. Adia o fechamento da frase em vez de concluí-la.
- Cadência modal
- bVII-I: o movimento de fechamento típico da harmonia modal (mixolídia, por exemplo), sem a sensível de meio tom que a cadência autêntica usa.
- Cadência plagal
- IV-I: o grau IV resolvendo direto na tônica, sem passar pela dominante e sem sensível. Menos conclusiva que a autêntica - é o "amém" cantado ao fim de um hino.
- Cadência plagal menor
- ivm-I: a subdominante emprestada do modo menor paralelo (iv em vez de IV) resolvendo na tônica maior - mistura os dois modos no próprio acorde de chegada.
- Dominante secundário resolvendo em ii
- V7/ii-ii: tonicização de curta duração do grau ii antes de a harmonia seguir seu caminho.
- Dominante secundário resolvendo em V
- V7/V-V: o dominante do dominante, o empréstimo de dominante secundário mais comum - prepara o V do tom com ainda mais força.
- Dominante secundário resolvendo em vi
- V7/vi-vi: tonicização do relativo menor antes de a harmonia voltar ao tom original.
- Meia cadência
- Qualquer grau chegando em V (o caso mais comum é IV-V): termina em aberto, na própria dominante, como uma vírgula em vez de um ponto final.
- Só acordes do tom
- Uma sequência sem nenhuma das cadências reconhecidas: todos os acordes pertencem ao campo harmônico, mas o encadeamento não forma um V-I, IV-I, V-vi ou outro padrão identificável.
Fonte do empréstimo modal
9- Maior paralelo
- O modo maior que compartilha a mesma tônica do tom menor atual - fonte de empréstimo menos comum, usada para clarear brevemente um tom menor.
- Menor paralelo
- O modo menor natural que compartilha a mesma tônica do tom maior atual (ex.: Ré maior / Ré menor) - a fonte de empréstimo modal mais comum (iv, bVI, bVII).
- Modo dórico
- Escala menor com a 6ª maior (natural) em vez da 6ª menor da eólia - sonoridade menor, porém mais clara que a menor natural.
- Modo eólio
- A escala menor natural (grau vi do campo maior): 3ª, 6ª e 7ª menores.
- Modo frígio
- Escala menor com a 2ª menor (b2) logo acima da tônica - o traço mais sombrio entre os modos menores.
- Modo jônio
- O modo que corresponde à escala maior (grau I do campo maior). A 7ª maior natural o distingue do mixolídio, que tem 7ª menor.
- Modo lídio
- Escala maior com a 4ª aumentada (#4) em vez da 4ª justa - sonoridade maior, porém suspensa.
- Modo lócrio
- O único modo com a 5ª diminuta (b5) sobre a tônica - instável, quase nunca usado como centro tonal estável.
- Modo mixolídio
- Escala maior com a 7ª menor (b7) em vez da 7ª maior - a mesma sonoridade de um acorde dominante(7) estendida em escala.